Esperar a venda de ingressos para o show do seu artista favorito é um misto de ansiedade, esperança e felicidade antecipada. Para quem ama o Harry Styles, isso costuma vir acompanhado de uma conexão emocional muito profunda. Você imagina o momento, a música ao vivo, a energia do público, o coro cantando junto, o significado pessoal daquele show. Às vezes, você já se vê lá: escolhendo a roupa, planejando o dia, sentindo que aquele momento vai marcar sua história.

E então… o ingresso não vem.

Esgota.

O site cai.

A fila não anda.

O cartão não passa.

Ou você simplesmente não tem condições no momento.

E a frustração chega pesada, quase física.

É comum ouvir frases como “é só um show”, “da próxima vez você consegue” ou “tem coisas mais importantes”. Mas a verdade é que não é só um show. Para nós, fãs do Harry (ou da 1D em geral), a música não é apenas entretenimento, ela atravessa todas as nossas fases da vida, acolhe emoções, ajuda a colocar sentimentos em palavras. Existe identidade, pertencimento e afeto envolvidos. Frustrar-se diante disso não é exagero. É humano. Principalmente depois de tudo que passamos como fãs nos últimos anos.

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Do ponto de vista emocional, essa frustração funciona como uma quebra brusca de expectativa. Você se preparou, criou imagens mentais, investiu emoção, tempo e esperança. Quando isso não se concretiza, o cérebro interpreta como uma pequena perda. Por isso dói, mesmo quando racionalmente você sabe que “não acabou o mundo”. Emoção e razão nem sempre caminham juntas (e tudo bem!).

Ignorar esse sentimento ou se cobrar para “superar rápido” só faz com que ele permaneça por mais tempo. O autocuidado começa justamente no oposto: se permitir sentir. Ficar triste, chateada, frustrada ou até com raiva por não conseguir um ingresso para o show do seu artista favorito não te faz fraca, dramática ou menos fã. Te faz real.

Depois desse primeiro acolhimento, pequenos gestos ajudam a reorganizar o emocional. Criar um momento só seu, diminuir o ritmo, respirar fundo, colocar uma música que te conforta, tudo isso ajuda o corpo a sair do estado de tensão. São pausas simples, mas muito poderosas.

Também pode ajudar lembrar do motivo pelo qual essa conexão existe. Ouvir aquele álbum que te acompanhou em uma fase difícil, reler uma letra que sempre te emociona, assistir a um vídeo que te faz sorrir. O vínculo com a música não se perde porque um evento não aconteceu. Ele continua vivo em você.

O show seria um capítulo lindo, sem dúvida. Mas não é o livro inteiro. A relação com o Harry, com a música e com tudo o que ela representa vai além de um palco, de uma data ou de um ingresso. Ela mora no cotidiano, nas emoções e nas histórias que você construiu ao longo do tempo.

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Um pequeno ritual com vela para esses momentos:

Se sentir vontade, você pode transformar essa frustração em um gesto de cuidado consigo mesma.

Escolha uma vela que te traga conforto (aqui, indicamos a Delicate View ou a Loved Mémoire). Acenda com calma. Enquanto a chama se estabiliza, respire fundo algumas vezes e reconheça em silêncio o que está sentindo sem julgamento.

Depois, coloque uma música do Harry que te abrace naquele momento. Não precisa ser animada. Pode ser aquela que sempre te faz sentir compreendida (por aqui a escolhida foi Ever Since New York e Little Freak).

Enquanto a vela queima, lembre-se: sentir frustração não apaga o amor, não diminui a conexão e não define sua experiência como fã. Esse ritual não é para “esquecer”, mas para acolher.

Cuidar de si nesses momentos é escolher gentileza em vez de cobrança. É permitir que a decepção exista sem deixar que ela vire peso, comparação ou tristeza prolongada.

E seguir, com o coração um pouco mais calmo, sabendo que amar algo profundamente também inclui aprender a cuidar de si quando nem tudo acontece como o esperado.

Do meu coração para o coração de vocês,

Moon.